quarta-feira, 2 de maio de 2012

CASA GRANDE & SENZALA:

      Reflexões de Gilberto Freyre sobre o Brasil visto a partir de dentro com uma visão do passado.

O autor aborda temas tipicamente regionais – da colônia – como a alimentação saudável se tornou um problema no século XVII, diferentemente dos primeiros colonos do século anterior. O trigo passou a ser um problema de produção, abandonado, foi substituído pela farinha de mandioca. Até as hóstias das missas passaram a ser feita de farinha de mandioca ao invés de trigo como era no século XVI.
A tipografia e hidrografia brasileira influenciaram nas decisões dos primeiros colonos onde seriam escolhidos os lugares onde estabeleceriam suas bases agrícolas e seus “castelos aristocratas”. Deu-se preferência pelas margens dos rios menores onde floresceram os imensos canaviais que de década em década foram modificando a paisagem natural da colônia. Isso porque os rios maiores e maus caudalosos eram um eterno problemas para os colonos no século XVI e XVII, pois ora sua margens secavam prejudicando  o cultivo da cana-de-açúcar, tanto aconteciam grandes enchentes que não só destruíam as plantações, currais e edifícios, como também dizimavam pessoas.
A formação da sociedade brasileira se deu de forma dinâmica com miscigenação das três raças – branca, indígena e negra – num processo apoiado pelo Coroa Portuguesa de revitalizar-se da queda em números de pessoas suficiente para contribuir no processo colonizador e civilizador da colônia lusa na América, dado por várias pestes e guerras em Portugal ainda em períodos medievais e que se arrastaram até antecedentes da chegada dos portugueses ao Brasil. 
As lavouras de cana-de-açúcar tomaram dimensões impressionantes, empurrando os povos indígenas e criadores de gado para o sertão. Formou-se uma aristocracia oligárquica que irradiava sua influência para todos os ramos da sociedade colonial.
Além de a sociedade colonial brasileira ser aristocrata, era também patriarcal e escravocrata, onde se media a riqueza de um senhor-de-engenho pela quantidade de terras e escravos que possuía. Na casa-grande viviam o dono das terras, suas famílias e alguns criados negros. O autor aponta para uma vida confortável e abastardas como em nenhum lugar do Novo Mundo, assim era principalmente o Norte do Brasil.
O índio, individuo inferior aos brancos que se manejável por bugigangas europeias, de solução passou a ser um problema para a mão-de-obra nos engenhos, achando ser estes preguiçosos e não adequados a trabalhos tão pesados, também disputados por padres Jesuítas a fim de catequiza-los, civiliza-los e utiliza-los como trabalhadores voluntários nas terras da irmandade, como se fosse internos de um orfanato, vestidos e domesticados.

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