Apesar do autor engrandecer o papel colonizador e civilizador dos lusos nas terras brasileiras, ele acrescenta que as três raças – branca, indígena e negra – tiveram sua contribuição para a formação social do Brasil como também sua importância na economia colonial. A estratégias geniais da Coroa de povoamento e defesa da colônia, assim como sua superioridade como civilização levaram a domínio europeu aos demais povos sendo eles ameríndios ou africanos.
Portugal como nenhuma outra nação europeia se destacariam tanto entre os dois primeiros séculos de colonização nas terras tropicais por vários fatores a seu benefício, como a “bicontinentalização” de seus costumes e modo vida. A mobilidade herdada da África nortista - a África moura -, a miscigenação com povos dominados, incentivado pela Coroa, garantiu-lhes a superação do problema de falta de gente disponível para o processo colonizador e por causa da aclimatização típico do “homem” português graças ao clima de Portugal diferente das outras nações europeias, pois diversificava entre o clima do norte da África e da Península Ibérica na Europa, fator que contribuiu para que os portugueses se adequassem sem problemas as novas realidades climáticas em suas colônias. (Cap. 1, págs. 69 – 73)
A colonização no Brasil como nos Estados Unidos, não se deu graças as grandes plantações feitas pelo Estado, mas sim pelas mãos de particulares. Corajosos portugueses que deram início ao povoamento, trabalho, sociedade, vilas e a economia do Brasil. Como Martim Afonso em São Paulo e Duarte Coelho em Pernambuco. O índio personagem aqui preguiçoso e inapto para o trabalho nos latifúndios, foi substituído pelo trabalho do escravo negro africano, comprado por iniciativa do próprio latifundiário gerando lucro para o traficante de escravos e assim para a Coroa. (Cap.1, pág. 80)
Quando aqui chegaram os descobridores portugueses do Brasil, ao invés de encontrarem grandes povos, ricas nações e poderosos monarcas como na África, Ásia e na própria América, encontraram povos vivendo na “idade da pedra polida”, nus – apenas pintados e ornamentados com algumas penas -, a agricultura era muito substancial, alimentação rude. Graças aos criadores do Brasil, tanto no Norte quanto no Sul, tecnologias foram instaladas, vilas nasceram, largas terras foram cultivadas, recursos naturais foram desviados daqui para lá, brotou uma sociedade, uma economia, a política. Pessoas trabalhavam em vários ramos do sistema colonial, livre ou escravo, todos faziam parte, mas os criadores do Brasil concretizavam as ambições da Coroa, exploravam a terra e geravam lucros para a metrópole e para a aristocracia rural da Colônia. (Cap. 1, págs. 86 – 88)

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