Inicialmente a teorização da pós-modernidade foi elaborada pelo filósofo J. F. Lyotard (1979) quando o mesmo considera que a chegada da pós-modernidade ligava-se ao surgimento de uma sociedade pós-industrial na qual o conhecimento tornara-se a principal força econômica de produção. O que define a condição pós-moderna seria, então, a perda da credibilidade das justificativas baseadas na Revolução Francesa e o idealismo alemão, uma vez que a ciência atrelou-se ao capital, ao Estado e a verdade ficou reduzida ao desemprenho, à eficiência.
Com o fim do bloco soviético, a euforia do crescimento capitalista e o neoliberalismo essas ideias tornaram-se inviáveis na nova conjuntura nos anos de 1980.
Em 1982 Frederic Jamerson propõe uma reflexão sobre pós-modernidade baseada no sinal cultural de um novo estágio na história do modo de produção reinante. Evidenciada pela explosão tecnológica da eletrônica moderna e seu papel principal fonte de lucro e inovação, a ascensão da comunicação se apoderando sobre toda a mídia e ultrapassando fronteiras. A base material da pós-modernidade é então a globalização econômica com todas as implicações que este fenômeno vem significando para as sociedades.
Para Ianni (1997) a globalização é um fato e o globalismo pode ser visto como uma configuração histórico-social no âmbito da qual se movem os indivíduos e as coletividades, ou nações e as nacionalidades, compreendendo grupos sociais, classes sociais, povos, tribos, clãs e etnias, como suas formas sociais de vida e trabalho, com as suas instituições, os seus padrões e os seus valores.
A pós-modernidade não é um fenômeno inteiramente positivo, mas também não inteiramente negativo. Porém é o mundo de destradicionalização e da reflexibilidade, e consequentemente, um mundo de “indivíduos mais ativos” e, como consequência, mais críticos.
No mundo globalizado, onde a informação não tem fronteiras e suas respostas não tem limites de velocidades, a educação vem se moldando nesse panorama atual. A educação pós-moderna, por assim dizer, ela é sem preconceitos, sem diferenças e democrática. Não basta apenas educar, é preciso aprender a empregar convenientemente os conhecimentos adquiridos.
Mas qual seria uma possível definição de política no período pós-moderno? Se é que conseguimos postular um. A política passa, então, a designar um campo dedicado ao estudo da esfera de atividades humanas articulada às coisas do Estado.
Em Heggel, o Estado é compreendido como o fundamento da sociedade civil e da família, deixa de ser modelo ideal, e sua racionalização celebra seu próprio triunfo como movimento histórico real: realidade da ideia ética, o racional em si e para si. Já para Marx o Estado como violência concentrada e organizada da sociedade, evidenciando a relação entre sociedade civil e Estado. O Estado seria a expressão das formas contraditórias das relações de produção que se instalam na sociedade civil, delas é a parte essencial nelas tem fincadas sua origem e são elas, em ultima instância, que historicamente delimitam e determinam suas ações.
O Estado não se define por estar à disposição de uma ou outra classe para seu uso alternativo, não pode se desobrigar dos comprometimentos com as distintas forças sociais em confronto. As políticas públicas, particularmente as de caráter social, são mediatizadas pelas lutas, pressões e conflitos entre elas.
As várias políticas educacionais foram pensadas de modo a promover reformas de ensino de caráter nacional, de longo alcance, sem distinções, éticas, intencionadas em alicerçar projetos para uma “nação forte”.

obrigado, me ajudou muito
ResponderExcluirQue bom, volte sempre!!
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