Bases epistemológicas:
A base epistemológica exige uma análise dos paradigmas que estão na base das formas de organização social e política assumidas pela sociedade atual. Inclusive porque os processos de gestão escolar não se fazem no vazio ou de forma neutra, realizando-se, em vez disso, no seio de uma formação econômico-social, sendo, portanto, determinados pelas forças concretas, presentes na realidade (PARO, 2001).
Assim podemos dizer que tais processos baseiam-se em uma concepção educacional que, por sua vez, derivam de determinados paradigmas vigentes. A própria polêmica entre a utilização dos termos ‘administração escolar’ e/ou ‘gestão escolar’ reflete as marcas de uma discussão paradigmática, isso porque o primeiro termo costuma ser associado a processos verticalizados de poder, afastando-se, portanto, de uma perspectiva histórica democrática.
Genuíno Bordignon e Regina Gracindo (2002), ao abordarem as concepções de organização e de gestão escolar, afirmam que a gestão democrática para se constituir enquanto tal deve se amparar num paradigma emergente que tem como características básicas uma concepção dialética da realidade, o entendimento de que existe uma relação intersubjetiva entre sujeito e objeto do conhecimento e que entende o homem como sujeito histórico que sofre os condicionantes da realidade atual, mas que traz consigo a capacidade histórica de nela intervir.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT05-2114--Int.pdf (10/11/11 - 23:10)
refe
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